Brasil - Homem ejacula em jovem dentro de ônibus na Avenida Paulista em pleno dia.

Uma jovem sofreu assédio sexual em um ônibus na Avenida Paulista da tarde desta terça-feira. De acordo com a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 13h20. Segundo relato de testemunhas, a jovem estava sentada em um banco ao lado do corredor, quando o suspeito, que estava em pé na sua frente, tirou o pênis da calça e ejaculou.

Após o crime, o motorista da linha 917M-10 Morro Grande parou a condução a poucos metros do cruzamento da Paulista com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima e determinou que todos os passageiros descessem do transporte, ficando apenas o agressor, enquanto ligavam para a polícia. Em poucos minutos, o local reuniu dezenas de pessoas, curiosas e revoltadas com o crime.

A jovem ficou sentada em um canteiro, em frente ao ônibus, recebendo o apoio de mulheres desconhecidas, que logo ligaram para a sua família. Muito abalada, ela foi abordada por várias pessoas que ofereceram de palavras de consolo até acompanhá-la à delegacia.

Uma mulher de uma associação de apoio a vítimas de violência sexual percebeu a movimentação e foi falar com a jovem, passando o contato do grupo e pedindo que ela entrasse em contato.

Da multidão, pessoas gritavam por justiça, xingavam e ameaçaram o linchar o agressor. Os policiais chegaram rapidamente após o ocorrido no local, em bicicletas e motos, e se revezaram para falar com o homem e para impedir que chegassem perto do ônibus.


Após minutos, uma viatura encostou ao lado do ônibus, pelo lado dos carros na avenida e o homem foi levado. Algumas pessoas chegaram perto da escolta para xingar o agressor e a polícia que o levava. “Para de protegê-lo”, disseram. O caso foi encaminhado para o 78º Distrito Policial.

Homem sai inocente

Numa decisão que teve uma forte repercussão negativa nos media e nas redes sociais, um juiz de São Paulo libertou um homem preso terça-feira por ter ejaculado no pescoço de uma passageira quando ambos seguiam num autocarro dos transportes coletivos daquela cidade brasileira. Segundo o despacho do juiz José Eugénio Amaral de Souza Neto, o acusado, Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, não cometeu crime e sim apenas uma contravenção penal.

Diego foi dominado por outros passageiros e pelo motorista quando o coletivo passava na Avenida Paulista e o seu ato foi percebido. Momentos antes, ele, que ia em pé no corredor do autocarro, tinha tirado o pénis para fora das calças, masturbou-se e ejaculou em cima de uma jovem passageira que ia sentada.O esperma de Diego atingiu o pescoço e o rosto da passageira e escorreu, deixando a vítima em estado de choque, sem qualquer capacidade de reação. Foram passageiros em redor dos dois que perceberam o ignóbil ato, dominaram Diego e avisaram o motorista, que impediu a saída do maníaco e chamou a polícia.O rapaz, um velho conhecido das autoridades por atos semelhantes, foi levado para 78. Esquadra de Polícia, no bairro dos Jardins, e foi incriminado por crime de violação sexual, pois o novo código penal brasileiro considera crime desse tipo qualquer contacto, mesmo que superficial, de cunho sexual não autorizado pela vítima. Mas o magistrado não aceitou a decisão da polícia e considerou que o ato praticado por Diego, apesar de grave, não configura qualquer crime.De acordo com o magistrado, o acusado não usou qualquer tipo de violência física e em nenhum momento foi uma ameaça à vida ou à integridade da vítima, pelo que pode ser acusado apenas de “importunação ofensiva”. E, aconselhando Diego a procurar ajuda médica e psiquiátrica, o magistrado libertou-o, apesar de ter sido informado pela polícia de que o rapaz já tem outras 15 denúncias contra ele por crimes sexuais, só não tendo sido julgado e, provavelmente, condenado até agora por causa da morosidade e das falhas da justiça.

A população brasileira tem mostrado a sua indignação com a decisão do juiz, conforme mostra a imagem seguinte:

Assédios sexuais nos transportes coletivos de São Paulo são uma rotina diária, ocorrendo tanto nos autocarros quanto no metro e nos comboios, quase sempre superlotados e com homens e mulheres a viajarem espremidos em pé nos corredores. Na maior parte dos casos, as mulheres vítimas desses maníacos nem registam queixa, por vergonha ou para não serem expostas publicamente e acusadas de terem incentivado os agressores pela forma de andar, beleza física ou uso de roupas curtas.  

   

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