Conheça os La Sape, Os Dandies do Congo

Na Republica Democrática do Congo(Kinshasa) e na Republica do Congo(Brazzaville) existem grupos de indivíduos, conhecidos como La Sape, que seguem a cultura Dandy com estilo e dedicação emblemática daquela região do mundo. La Sape é uma abreviação da frase “Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes”, que é traduzido para “Sociedade de criadores de ambiente e Pessoas Elegantes”.

A onda começou no tempo colonial com a influencia dos trabalhadores estrangeiros e a elite colonialista. As roupas que os Africano recebiam, as vezes em vez de dinheiro, serviam como uma maneira de puder lidar com a humilhação e o sentimento de inferioridade. Os Africanos criaram as suas próprias versões exageradas do estilo Europeu, que continua a ser uma característica da cultura La Sape até hoje. A cultura foi também reforçada pelos Imigrantes Africanos na Europa que adotaram a cultura dandy e mais tarde regressaram para as suas terras.

No passado o sentimento do publico geral não era favorável. Na era pós-colonial, por causa da sua simpatia pelos estilos Europeus, La Sape eram vistos como simpatizantes do colono. Até recentemente, os praticantes da cultura sofriam insultos e eram alvo de piadas. Cultura ganhar espaço com figuras publicas como Papa Wemba a elevação para herança cultural pelo Presidente da Republica do Congo, Denis Sassou Nguesso. Hoje em dia os La Sape são convidados para eventos e seguidos na rua como estrelas nos seus bairros. A cultura esta a expandir e mulheres e crianças também estão a fazer parte. Outros países Africanos também estão a criar as suas versões dos La Sape.

O estilo adotado pelo La Sape é extravagante e caracterizado com mistura de cores. A maior parte do traje utilizado consiste de roupas de marcas de luxo importadas do exterior. Um problema obvio numa zona caracterizado como uma das mais pobres do mundo é a dificuldade de compra de marcas para sustentar esta obsessão pela moda. Por causa da falta de dinheiro e a indisponibilidade de produtos no mercado local, muitos são forçados a recorrer á compra de produtos falsificados. Somente os mais comprometidos pela arte sacrificam dinheiro duramente ganho para a compra de produtos autênticos de marcas de luxo como Gucci e Lui Vuitton.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

X